Desenvolvimento e Zoneamento de Santos

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Leilões são mantidos pelo governo para portos, aeroportos e rodovias previstos para este ano. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, em sua edição desta quarta-feira, 20. Segundo o texto, a Infraestrutura avalia que crise econômica causada pela Covid-19 não afetará a atratividade para os ativos. Nem, da mesma forma, o cronograma das licitações.

A previsão é de que leilões garantiriam cerca de R$ 24 bilhões em investimentos privados no país, nos próximos anos. Assim, a manutenção desses leilões difere da decisão tomada com outros setores, diante da crise. Esses setores tiveram que adiar seus leilões já marcados.

São os casos dos leilões para exploração de óleo e gás e para geração e transmissão de energia elétrica. Esses eventos foram, suspensos pelo governo. No primeiro caso, por conta da alta volatilidade do preço do petróleo, que atingiu baixas históricas nas últimas semanas.

No caso da eletricidade, houve uma forte queda na carga, que também afetou o planejamento do setor. Enquanto para o transporte, a avaliação é que a queda na demanda agora é passageira e não afetará os leilões. O movimento dos aeroportos caiu mais de 90% e o das rodovias, mais de 40%.

“São ativos de 30 anos, de longo prazo. A gente vê os investidores interessados. Muitos concorrentes nossos, com a Índia, tiraram os projetos da praça. A gente não vislumbra fuga de investidores”. A opinião é da secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa.

Revisão

Apesar de manter os leilões de aeroportos, o governo revisará a demanda prevista para estes ativos. Dessa maneira, para adaptar o projeto à nova realidade. Projeções da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) apontam que movimento do aeroportos só voltará ao nível pré-crise, em 2022. Isso precisará ser levado para os leilões, com novos valores de outorga ou investimentos menores no curto prazo.

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