Ferrovias

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Ferrovias devem ganhar mais incentivo do governo. Dessa forma é que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, dirigiu-se a empresários sobre o tema. O objetivo central é o transporte de cargas.

Contudo, isso não significa que o transporte ferroviário de passageiros vá deixar de ser incentivado. Apenas, segundo o ministro, “o transporte de passageiros virá num segundo momento, de acordo com estudos de demanda e não por ‘achismos’”, asseverou.

O ministro considera que “o transporte ferroviário no Brasil padece de muitas mazelas, dentro e fora das cidades”. De acordo com o titular da pasta da Infraestrutura, “mesmo nos maiores centros urbanos, há baixíssima cobertura geográfica de modalidades como o metrô e dos veículos leves sobre trilhos ou VLT”. Para Tarcísio, ‘fora dos municípios, a malha para o transporte de carga é ultrapassada e limitada. No setor de passageiros, as ferrovias são quase inexistentes”, criticou.

CNT

Estudo da Confederação Nacional da Indústria mostra que cerca de 30% dos trilhos no País estão inutilizados, sendo que 23% não têm mais condições de operar. Além disso, dos 28 mil km da malha ferroviária nacional, 8.6 mil km não estão em uso.

Ainda de acordo com os estudos da CNT, desde 2001 o fluxo transportado por trens teve crescimento médio anual de 3,8%. Todavia, quase que exclusivamente em razão da expansão do transporte de minério de ferro.

No transporte inter-regional de passageiros, os dois únicos serviços regulares em operação (Vitória-Minas e Carajás) deslocam apenas 1,2 milhão de pessoas por ano. Por outro lado, para efeito de comparação, a norte-americana Amtrak atende 32 milhões.

Projetos mal feitos

Entre os maiores problemas em todas as regiões do País destacam-se projetos mal feitos para ferrovias. Portanto, fica evidente que quem planejou e projetou não pensava na integração. De fato, a linha de trem não chega aos terminais de aeroporto, nem às rodoviárias. Por conseguinte, centenas de milhões de reais deverão ser gastos para reparar o imperdoável erro de concepção da maioria das grandes cidades.

Centro Oeste

O ministro comentou que parte da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que deverá escoar a produção de grãos da região, deverá ser construída pela mineradora Vale. Dessa forma, a empresa dará sua contrapartida pela renovação do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas.

“Aquela outorga que você ia pagar para o Tesouro, você vai construir uma ferrovia, vai me entregar o ativo pronto”, enfatizou Freitas sobre o acordo. Nesse sentido, novos modelos de acordo estão sendo estudados para encerrar os contratos das concessionárias de estradas e aeroportos que enfrentam dificuldades financeiras.

Exemplos de descaso

Em Cuiabá (MT), exemplo de descaso é o abandono das obras do VLT que ligaria o centro da cidade ao Aeroporto Marechal Rondon. Embora prevista para terminar em 2014, a obra foi abandonada. Como resultado, em seu percurso, restaram esqueletos e entulho que afugentaram o comércio e atrapalham o trânsito.

Cidades como Belém, por exemplo, a capital mais populosa do Norte, não conseguem equacionar seus graves problemas de mobilidade urbana. Assim, o caos impera diariamente na Região Metropolitana, com uma malha de transporte público deficiente.

Ainda mais, com projetos de qualidade duvidosa e que se arrastam há anos para serem concluídos. O resultado reflete na balança comercial e no resultado do PIB do Estado que avança aos trancos e barrancos.

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